Eleições 2014: onde está Wally?

No próximo domingo os brasileiros irão às urnas eleger seus representantes no âmbito estadual e federal. Dentre os elegíveis, é possível identificar alguns perfis:

– O “abestado”: não sabe nem porque está ali. “sabe a função do deputado? Não? Eu também não! Mas vote em mim que eu descubro e te conto”. O “abestado” se divide em subtipos, como aquele que interpreta um papel e o que é “abestado” por falta de opção mesmo;

– O “coronel”: ele vive com a cara amarrada e a pistola na cintura. Todo mundo já ouviu falar de alguma história de que ele matou, mandou matar, desviou verba ou tudo junto, mas é tudo mentira! Imaginem que disparate! O “coronel” é um homem de bem, da família e cristão;

– O “messias”: ele está no poder há anos! Sua missão é cuidar do povo. Todas as eleições, ele volta com as mesmas promessas e os mesmos discursos. Aparece no guia eleitoral abraçando os pobres e distribuindo sorrisos. Ele vende a ideia que já fez tanto que acredita fielmente que deveria ser amado pelo povo, que é dele e ninguém tasca!

– O “júnior”: ele é filho, neto ou sobrinho do “messias” ou do “coronel”.  O herdeiro do trono. O sucessor do imperador;

– O “bissexto”: só aparece de quatro em quatro anos;

– O “paraquedista”: ele estava indo pro bar, errou a porta de entrada e acabou caindo de paraquedas na gravação do horário político. Cerrou os olhos e leu (mal) o cartaz que alguém escreveu;

– O ‘fantoche”: ele está ali, você pode vê-lo, mas tem que se preocupar mesmo é com quem o está controlando;

– O “persistente”: ele aparece como candidato até nas eleições pra síndico do prédio, mas nunca ganhou nem pra representante de turma no ensino médio;

– O “fulano da sicrana”: ele é o fulano. Ninguém jamais ouviu falar dele. Ele adota o nome da empresa, instituição ou lugar que trabalha como sobrenome para conquistar o voto da “família sicrana”, que jamais elegerá alguém;

– O “mágico”: ele acredita que desvendou os mistérios do universo e vai solucionar todos os nossos problemas em um piscar de olhos, assim que eleito. Pena que estes tipos, normalmente, são os famosos “poca urna”;

– O “wally”: aqueles que você só encontra procurando exaustivamente. Geralmente têm pouco tempo de televisão e fazem suas campanhas com poucos recursos. São bem intencionados e representam uma luz no fim do túnel em um contexto onde o show de horrores prevalece.

É atrás desses caras, ou dessas mulheres, que você tem que correr! Eu já achei os meus wallys, e você?

Consegue identificar algum outro perfil que não está nesta lista?

Lembre-se de uma coisa: o resultado das eleições é composto pela soma das escolhas individuais. Ou seja, não existe isso de “desperdiçar seu voto”. Vote em quem você acredita que pode fazer um bom papel pela sociedade. Faça sua parte! Procure informações, debata, pergunte. Vote consciente!

Existe um site bem legal que apresenta os candidatos que mais combinam com você e apresenta um perfil dos mesmos: http://www.repolitica.com.br/

 

Nascido em Maceió-AL, Brasil | 33 anos Arquiteto/Urbanista | mestre em planejamento para o desenvolvimento local | especialista em mobilidade urbana | Time do coração: CRB-AL

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