Motos e a (in)segurança no trânsito

Poderíamos dizer que vivemos uma verdadeira epidemia, que está causando a morte de milhares de pessoas no Brasil anualmente: os choques no trânsito envolvendo veículos de duas rodas, sejam motocicletas, motonetas ou ciclomotores.

Poderíamos, mas não podemos!

Não podemos porque a definição de epidemia é: “doença de caráter transitório, que ataca simultaneamente grande número de indivíduos em uma determinada localidade.”

Porém, não estamos falando de uma doença e, pior,  não estamos falando de algo transitório. Pelo menos é o que indicam as estatísticas:

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O gráfico acima apresenta a evolução do número de atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito realizados pelo Hospital Geral do Estado de Alagoas de 2002 a 2014. Houve, neste período, um crescimento de 189% nestes atendimentos.

No mesmo período, no entanto, o crescimento foi 4 vezes maior, quando analisamos somente as vítimas que estavam sobre duas rodas.

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Um crescimento de 769% no número de atendimentos. Motociclistas e passageiros de moto correspondem a 35% do número de vítimas fatais em acidentes no estado de Alagoas.

Os reflexos disso?

Vidas humanas interrompidas ou seriamente comprometidas, famílias desestruturadas e impactos significativos para estado e sociedade decorrentes de custos sociais e econômicos. Perdemos, só em Alagoas, mais de R$ 250 milhões por ano em acidentes de trânsito.

Por que esta cifra é relevante se o que mais importa são as perdas imensuráveis de vidas?

Porque este prejuízo anual não só justifica economicamente, como torna imperativo, investimentos em segurança no trânsito! (Como se as perdas humanas não fossem o suficiente)

Quais são as causas?

1- Transporte público de má qualidade, provocando a migração para meios de transporte menos sustentáveis e seguros;

2- Alta vulnerabilidade do veículo de duas rodas, já que não oferece ao usuário o aparato de segurança dos carros, por exemplo, como cinto, air bag e a sua própria estrutura física. Além do fato das motos serem veículos menores, posicionando-se, frequentemente, em pontos cegos em relação aos outros condutores.

3- Problemas de sinalização e engenharia da via. Muitos acidentes ocorrem por ausência de sinalização adequada de lombadas e cruzamentos, retenções e de desenho.

4- O triplo “I”: imprudência, irresponsabilidade e imperícia. Quem utiliza veículo de duas rodas tem que ter a atenção, a responsabilidade, a prudência e a perícia muito mais acentuada, justamente pelas questões  supracitadas.

Algumas dicas de segurança para os motociclistas:

1- Cuidado com o tráfego nos corredores. Apesar de não ser proibido, é um espaço que requer muita atenção. Acontecem muitas mortes por desequilíbrio e queda, seguida de atropelamento;

2- Tente não ficar posicionado nos pontos cegos. Em geral, se você não conseguir enxergar os olhos do motorista nos espelhos retrovisores dele, você não está sendo visto;

3- Mantenha distância de segurança. Lembre-se que a velocidade de desaceleração da moto é menor do que a dos carros;

4- Tente prever os movimentos dos outros. Não confie demais no que os outros deveriam fazer, como respeitar uma sinalização ou prioridade de passagem. Você tem que conduzir pensando nas suas decisões e nas possíveis (e recorrentes) “barberagens”, ou desatenção, dos outros;

Quer mais dicas?

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Matéria 1

Matéria 2

 

 

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